Começando pela minha ida até o local do evento, quando me perco toda e volto pra casa, depois de rodar quase uma hora, sem encontrar o endereço.
Fico desolada. Meu atraso já é de uma hora. Eu era a responsável por registrar o evento em fotos e vídeos...
Com um atraso desses, pensei, já deveria ter perdido muito dos acontecimentos lá e elas deveriam estar furiosas comigo...
Chateada assim, estaciono meu carro em meu box, no estacionamento de meu condomínio, já pensando numa boa desculpa para justificar a minha ausência, quando vejo chegar um taxi deixando passageiros, logo ali, a minha frente.
Decido perguntar se o motorista sabia onde ficava aquele endereço e se era muito longe. Enfim, se daria de chegar ainda em tempo de registrar algo por lá.
O nome da rua ele desconhecia, mas quando falei no nome do condomínio, ele falou que conhecia, pois era onde morava uma celebridade: Dunga!
Eu falei que não sabia onde morava o Dunga, apenas que era na Zona Sul, em algum lugar por ali.
Não levei muito em conta a informação do taxista, pois eu estava, naquele momento, mais preocupada com o evento que eu tinha de cobrir.
Porém, Dunga sempre fora meu ídolo. Mesmo agora, depois de ter perdido a Copa do Mundo/2010 há poucos dias, ele continuava sendo uma pessoa muito especial pra mim e mesmo os comentários maldosos na imprensa a respeito de sua participação na Copa, não iriam denegrir a imagem positiva que tenho dele.
Aquele final de semana já estava destinado a ser muito especial, pois no dia 11 de julho/2010, haveria um Eclipse Total do Sol, com uma Lua Nova!
Acompanho e estudo sobre Astrologia, configurações astronômicas, e sei a força de uma Configuração Astral dessas, cujas influências não se resumem ao dia do evento, mas podem exercer sua força maior desde um mês antes, até um mês depois, podendo serem acrescidos alguns dias a mais ou a menos nessas datas, ou até mesmo virem a influenciar os próximos anos na vida de uma pessoa ou grupo de pessoas, sociedades, enfim, dependendo dos mapas astrais de cada um e de outros aspectos que estejam ocorrendo junto.
O chá fora marcado para o dia 10 de julho/2010, 17h.
Chegando na entrada do condomínio onde seria o evento Chá do Sapatinho, o taxista parou o carro quase no meio da rua para perguntar aos guardas da portaria onde ficava aquela rua.
Haviam, ao que parecia, três guardas ali.
O taxista desce do carro para dirigir-se a um deles e perguntar pela rua. Eu fico dentro do taxi, olhando pela janela em direção aos guardas.
Apesar de já estar escuro, eu começo a perceber que um deles não é um guarda!
- É o Dunga... é o Dunga... é o Dunga!
Exclamo, de início baixinho, depois um pouco mais alto.
- Não, não pode ser, não é não...
Fala o taxista.
Dunga se mantém impassível, braços cruzados, fingindo que não é com ele.
Mas eu não tenho dúvidas: era ele mesmo!
- É o Dunga!
Exclamo mais alto, para que ele possa ouvir.
Ele sorri. Eu, já tremendo toda dos pés à cabeça, sorrindo também, falo por tudo que passei até chegar até ali, exatamente naquele momento, para encontrá-lo!
Só podia ser coisa do destino! Pensei.
Ao ver seu sorriso amigável, pergunto se posso ir até ali dar-lhe um abraço. Ele faz sinal que sim com a cabeça.
Desço do carro toda trêmula, corro até ele, dou e recebo um abraço maravilhoso, como nunca pensei receber daquele ídolo querido, que eu só via pela mídia, parecendo nem sequer existir na realidade. E estava ali, trocando um afetuoso abraço comigo!
Jamais vou esquecer desse momento.
Aproveitei e dei também um beijo em seu rosto, cuidando pra limpar a marca de batom em seguida, afinal, o homem é casado! E eu sou apenas mais uma fã... Não ia querer criar problemas pra ele em casa, que depois fiquei sabendo ser ali, em frente de onde estávamos.
Fiquei impressionada com a simplicidade dele, a tranquilidade e o jeito afetuoso com que me tratou. Nada daquilo que a mídia fala sobre ele. Ele é super acessível.
Aproveitei também para falar coisas legais, da minha admiração por ele e pelo trabalho dele, e que muitos de seus fãs gostariam de estar dizendo, pessoalmente, mas nunca tiveram oportunidade.
Quando o vi, logo que chegamos ali, ele parecia meio tristinho. A mídia só o criticando negativamente, não era de se esperar que estivesse feliz.
Quando o deixei, creio que o deixei mais feliz. Senti como se tivesse dado o abraço de todos os seus fãs, o carinho e acalento por todas as lutas vencidas, ao guerreiro que volta, apesar de ter perdido aquela última batalha até ali, mas que com certeza muitas outras virão e ele vai dar a volta por cima, superando todos esses críticos maldosos, brindando a todos nós, seus fãs, com muitas outras vitórias!
Como não poderia deixar de ser, corri pegar minha câmera para registrar aquele momento mágico!
A câmera estava dentro da mala, cheia de sapatos e bolsas, no banco de trás do taxi.
Testei a câmera batendo a primeira foto, dele sozinho.
Depois, o taxista bateu a minha foto com o Dunga!
Eu continuei tremendo, e assim até chegar ao meu destino, algumas ruas depois, com essa aventura pra justificar o meu atraso!
O que aconteceu no - e do - 1º Chá do Sapatinho?
Ah, isso eu vou ir contando aos poucos, aguardem!
Beijão!
Hela Amorim.